quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Quem é Ricardo Alexandre

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Meu nome é Ricardo Alexandre (mesmo: Alexandre é sobrenome), tenho 35 anos e sou jornalista. Desde 1993, tenho trabalhado a maior parte do tempo com conteúdo, edição e informação ligado a cultura pop. Nasci em Jundiaí, onde moro com minha esposa e meus dois filhos. Que mais?
• Sou diretor de redação da revista Época São Paulo, uma publicação mensal da Editora Globo que circula toda última semana do mês junto com a revista Época e traz grandes reportagens e roteiro cultural e gastronômico da cidade. A Época São Paulo tem uma circulação de 180 mil exemplares e é um dos projetos mais modernos e vitoriosos da imprensa brasileira atualmente. Isso eu posso dizer porque só entrei depois do projeto pronto ;-)
Tenho dois livros publicados. O primeiro é o "Dias de Luta - O Rock e o Brasil dos Anos 80" (2002). O segundo é "Nem Vem Que Não Tem - A Vida e o Veneno de Wilson Simonal" (2009).
Para quem tiver paciência e quiser saber mais sobre esta criatura que aqui escreve, recomendo uma entrevista loooonga que dei, junto com meus amigos Alexandre Matias e Pedro Alexandre Sanches, para o site Gafieiras, em que elocubramos sobre jornalismo musical.
Abaixo, uma cronologia de algumas coisas que fiz desde 1993:

2009/2010

Em outubro de 2009, foi lançado meu segundo livro, "Nem vem que não tem - A vida e o veneno de Wilson Simonal". O livro venceu o Prêmio Jabuti 2010 como a melhor biografia do ano.
Sob minha direção, a revista Época São Paulo ganhou o prêmio Veículos de Comunicação 2009 na categoria “lançamento do ano”, três prêmios de excelência da Society for News Design de Nova York (2010) e os prêmios Abrelpe de reportagem, Sindipan/Aipan de Jornalismo (2009) e Abraciclo de jornalismo na categoria “revista” em 2009.

2008

No início de 2008, fui convidado a assumir a direção da revista Monet, a revista que a Editora Globo faz para a Net, a maior operadora de tv paga do Brasil. A Monet tem cerca de 200 mil assinantes. Em outubro, fui convidado para assumir a Época São Paulo.

2007

Depois que a Bizz acabou de vez, fui convidado a colaborar em vários projetos. Fui editor-executivo da revistaFantástico, braço em papel do programa da TV Globo. Também estreei o Coffee Break, uma coluna sobre cultura dentro do Jornal Ideal, do Canal Ideal (TVA). Foi a minha primeira e muito gratificante experiência fixa com televisão. Também atuei como consultor artístico para a gravadora Som Livre, além de desenvolver diversos projetos especiais para empresas e agências.

2005/2007

Cuidei do projeto de ressurreição da revista Bizz dentro da editora em que ela nasceu 20 anos antes, a Editora Abril. Oficialmente, fui editor-chefe, mas atuava também como gestor da marca, bolando projetos comerciais e editoriais, aprovando campanhas e pensando em estratégias de marketing para a revista. Nesse período, a Bizz ganhou dois Prêmios Abril (2006 e 2007), em categorias de texto e design e foi indicada para outros três. A revista acabou, de novo, em agosto de 2007.

2003/2005

Durante esses dois anos, trabalhei como jornalista free-lancer. Colaborei em diversos veículos para os quais nunca havia escrito, como Carta Capital, Revista MTV , Capricho, Superinteressante, e Folha de S.Paulo. Também escrevi outros dois livros, ambos para a coleção “Para Saber Mais” de pocket-books da Superinteressante; cuidei dos volumes “Beatles” e “Punk”. Escrevi também o livro oficial comemorativo dos 20 anos da rádio 89FM de São Paulo – um livro que nunca saiu, porque a rádio mudou seu direcionamento artístico.

Um dos trabalhos mais legais que fiz nessa época foi cuidar da direção editorial da caixa Wilson Simonal na Odeon, que reuniu todos os discos que o Simonal lançou entre 1961 e 1971.

2002

Depois de seis anos de trabalho, publiquei meu primeiro livro, “Dias de Luta – O Rock e O Brasil dos Anos 80”, pela editora DBA, com 400 páginas.

2001/2002

Editei, junto com os jornalistas Emerson Gasperin e Marcelo Ferla, duas revistas independentes, a “Frente” e a “DJ World”.

2000/2001

Fui convidado pelo grande Pedro Só para chefiar a área de jornalismo do site Usina do Som que, na época, era o maior site de música da América Latina. O projeto que desenvolvemos ali levou o site à marca de 1 milhão de usuários. Naquele ano, a Usina do Som venceu o prêmio iBest em seis categorias.

1998/2000

Durante a famosa “bolha” da internet, fui convidado para assumir a “gerência de conteúdo” de um site, que foi a primeira iniciativa das Organizações Globo na web. O site entrou no ar com o nome de Somlivre.Com, e era uma mistura de loja de discos/dvds com revista eletrônica. Era um projeto muito bacana, mas que, como quase tudo relativo à indústria fonográfica, acabou dali alguns anos.
Nessa mesma fase, fiz meus primeiros projetos em disco, cuidando dos textos e repertório de caixas da Globodisk, como os títulos “Bossa Nova” e “Bravo! O Melhor da Música Clássica”.

1994/1998

No dia 04 de janeiro de 1994, eu apareci na redação do suplemento Zap!, o caderno de adolescentes do Estadão, com algumas páginas arrancadas do “Jornal de Jundiaí”, tentando convence-los de que poderia escrever ali – afinal, eu era adolescente também. Acabei assumindo uma coluninha dedicada à novas bandas e artistas independentes, numa época em que pipocavam novidades como Raimundos, Mundo Livre S/A, Chico Science, Planet Hemp e Skank.

Por coincidência, na semana que eu comecei por lá, vagou o cargo de editor da seção “Radical”, dentro do Caderno 2, dedicado a assuntos “alternativos”. Assim, aos19 anos, assumi o posto de colunista no Zap! (em 1995 fui convidado para trabalhar como repórter, batendo cartão e tudo) e também no Caderno 2. Dali um tempo, apresentei um projeto de transformar o “Radical” em “Caderno Z”, que nada mais era do que uma imitação deslavada do "Rio Fanzine" que os grandes Tom Leão e Carlos Albuquerque faziam n’O Globo.

Ao mesmo tempo, eu escrevia na revista "Bizz" e na “General”, que era feita pelo povaréu que saiu da “Bizz” no início de 1994. A “Bizz” precisava de gente nova para ocupar o buraco deixado pelos demissionários e a “General” precisava de desesperados que topassem escrever de graça. Era um sonho duplo, escrever na revista que marcou minha adolescência e escrever para caras que eu lia com tanta admiração.

1993

Quando meu amigo Carlos Primati (que eu conheci graças ao pequeno mundo do rock’n’roll jundiaiense, e para quem já havia escrito algumas coisas amadoras) assumiu a área de cultura do Jornal de Jundiaí, ele me deu a famosa primeira chance. Eu fiquei três meses escrevendo sobre bandas novas, rock alternativo e esquisitices do gênero até ser demitido. Sem saber se tinha mesmo talento para a coisa, esperei passar o período de festas e no início de 1994 fui para São Paulo, bater na porta dos veículos que eu lia.
Infelizmente, nunca mais fiz nada em Jundiaí. Até já bolei projetos bacanas, mas ninguém nunca me recebeu para conversar.
Quem sabe um dia eu chego lá (aqui)?

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